O que a Factory é, e o que ela não é
Fábrica, aqui, quer dizer processo repetível e previsível. Não quer dizer produção automática.
| A Bem Factory é | A Bem Factory não é |
|---|---|
| Um método com etapas, critérios de entrada e de saída | Um gerador automático de aplicativos |
| Inteligência artificial usada onde ela é boa | Software criado sem desenvolvedores |
| Revisão humana obrigatória antes de produção | Código aceito porque a IA gerou |
| Documentação e rastreabilidade das decisões | Improviso registrado depois |
| Ciclos de evolução guiados por uso real | Entrega única e projeto encerrado |
Nenhum produto da Bem vai para produção sem passar por revisão humana de arquitetura, código e segurança. A velocidade vem da IA. A responsabilidade continua sendo de engenharia.
As dez etapas
- EstratégiaAntes de qualquer tela, o entendimento do negócio, do mercado e do resultado esperado. Quem vai usar, o que muda para essa pessoa e como saberemos que funcionou.
- DiscoveryMapeamento da operação real: processos, exceções, regras não escritas e restrições. É aqui que aparecem os detalhes que derrubam projetos descobertos tarde demais.
- ArquiteturaModelo de dados, integrações, controle de acesso, isolamento entre clientes e escalabilidade. Decisões que são baratas agora e caríssimas depois.
- IA e desenvolvimento profissionalA inteligência artificial acelera geração de código, testes e rotinas repetitivas. Os desenvolvedores conduzem a implementação, integram, ajustam e respondem pelo resultado.
- Cross reviewRevisão cruzada de especificação, arquitetura e código antes de qualquer avanço de fase. Quem escreveu não é quem aprova.
- QATestes funcionais, de regressão e validação contra a especificação. O critério não é se roda, é se faz o que foi combinado.
- SegurançaControle de acesso, proteção de dados, regras restritivas por padrão e revisão das superfícies expostas. Segurança entra na arquitetura, não no fim.
- DeployPublicação controlada, com ambientes separados, versionamento e registro do que subiu.
- MonitoramentoTelemetria, registros e acompanhamento do comportamento em produção. Sem isso, o time descobre o problema pelo cliente.
- EvoluçãoNovos ciclos priorizados por uso real, métricas e retorno de quem opera o sistema todo dia.
Divisão de trabalho entre IA e engenharia
A pergunta certa não é quanto de IA existe no processo. É quem responde por cada decisão.
| Atividade | Conduzida por |
|---|---|
| Geração inicial de código e testes | Inteligência artificial, sob direção humana |
| Análise de documentos e especificações | Inteligência artificial, com validação humana |
| Definição de arquitetura e modelo de dados | Engenharia humana |
| Revisão e aprovação de código | Engenharia humana |
| Decisões de segurança e controle de acesso | Engenharia humana |
| Integrações críticas e regras de negócio sensíveis | Engenharia humana |
| Publicação em produção | Engenharia humana, com gate de conferência |
Governança do processo
- Cada fase tem critério de entrada e de saída. Não se avança porque o prazo apertou.
- Toda decisão relevante fica registrada, com o motivo e a alternativa descartada.
- Mudanças de escopo são explicitadas e priorizadas, não absorvidas em silêncio.
- O histórico operacional do projeto é mantido em documento vivo, atualizado durante a execução.
- A lista de pendências é visível e atualizada com o estado real, não com o estado desejado.
Por que isso importa para quem contrata
Previsibilidade
Você sabe em que etapa o projeto está e o que falta, sem depender de relatório de conveniência.
Qualidade verificável
Revisão cruzada e QA existem como etapa obrigatória, com critério de aceite escrito.
Velocidade real
A IA reduz o tempo de produção sem transferir risco para o cliente.
Continuidade
Documentação e registro permitem que outra pessoa assuma o projeto sem começar do zero.